Finanças

Novas funções do Pix: Banco Central anuncia série de novidades

Recentemente, o Banco Central divulgou algumas das suas novas propostas para o Pix, que deve receber funções totalmente diferentes.

O Pix se consolidou em poucos anos como o meio de pagamento mais popular do Brasil, revolucionando a forma como pessoas e empresas realizam transferências e compras. Desde o seu lançamento, a ferramenta cresceu de maneira impressionante e passou a ocupar o espaço antes dominado por cartões.

Hoje, milhões de brasileiros utilizam o sistema diariamente, seja para pagar contas, realizar compras online, transferir valores a familiares ou até mesmo movimentar grandes quantias. Com sua rapidez e praticidade, o Pix ultrapassou barreiras geográficas e sociais, ampliando o acesso ao sistema financeiro.

Além disso, o modelo favorece a inclusão digital e financeira, tornando-se peça essencial para pequenos negócios, autônomos e consumidores em busca de agilidade, segurança e baixo custo nas transações. As novidades devem chegar antes do que se imagina.

Se você costuma usar o Pix, veja as novidades que devem chegar em breve.
Se você costuma usar o Pix, veja as novidades que devem chegar em breve. / Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / procred360.com.br

Banco Central anuncia novas funções do Pix

O Banco Central anunciou novas funções do Pix que devem transformar ainda mais a experiência de pagamento no país até 2027. O principal objetivo é ampliar o alcance do sistema, criar alternativas competitivas ao cartão de crédito e fortalecer a proteção contra fraudes.

Com isso, o Pix deve deixar de ser apenas um meio de transferências instantâneas para se tornar uma solução completa para consumidores e empresas. Assim, o sistema ganha novas camadas de eficiência e segurança, acompanhando o ritmo acelerado de sua popularização.

Entre os destaques está o Pix parcelado, que permitirá dividir compras de maneira padronizada, seguindo regras definidas pelo Banco Central. Nesse modelo, o lojista recebe o valor integral, enquanto o cliente paga em parcelas, em funcionamento similar ao crédito, mas com taxas diferenciadas.

O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2025, e promete ser uma das novidades mais aguardadas. Essa inovação atende tanto consumidores que buscam flexibilidade quanto comerciantes que desejam receber o valor à vista.

Outra função anunciada é o Pix em garantia, previsto para 2026 e 2027. A medida permitirá que empresas utilizem recebíveis futuros de transações com Pix como garantia em operações de crédito. Isso significa acesso mais barato e seguro a empréstimos.

Além disso, o Banco Central estuda a criação da duplicata no Pix, que funcionará como alternativa ao boleto tradicional, oferecendo liquidação em tempo real e redução de custos. Essas medidas ampliam a utilidade do sistema e fortalecem sua posição no mercado financeiro.

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O que muda para o Pix e seus usuários?

As novas funções do Pix devem impactar diretamente o dia a dia de milhões de brasileiros. Para os consumidores, o Pix parcelado surge como alternativa relevante ao cartão de crédito, já que permitirá organizar compras sem depender de limites bancários.

Diferentemente do cartão, no qual o lojista assume custos do parcelamento sem juros, no Pix o cliente poderá arcar com taxas menores, mas terá desconto direto no preço final. Essa estrutura cria equilíbrio entre as partes envolvidas e amplia o poder de negociação em cada transação.

No campo empresarial, o Pix em garantia representa avanço fundamental. Pequenos empreendedores poderão usar vendas futuras como aval para empréstimos, o que deve reduzir a dependência de linhas de crédito caras e burocráticas.

Essa mudança aumenta a competitividade, facilita a sobrevivência de empresas em momentos de crise e abre espaço para novos investimentos. O impacto pode ser expressivo em setores como comércio e serviços, que movimentam grandes volumes de transações com Pix.

Outro recurso que promete mudar a dinâmica de pagamentos é o Pix por aproximação off-line, que permitirá transações sem conexão com a internet, usando tecnologia NFC. A funcionalidade está prevista para ser desenvolvida a partir de 2026, com lançamento entre 2026 e 2027.

Essa inovação garante inclusão digital para locais com internet instável e fortalece a presença do Pix em regiões mais afastadas. Assim, o sistema se consolida não apenas como meio de transferência, mas como instrumento de universalização do acesso financeiro.

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Maior segurança contra golpes e fraudes

Além de novas funções para ampliar a utilização, o Banco Central também prepara avanços no combate a golpes e fraudes envolvendo o Pix. Entre as medidas mais relevantes está o MED 2.0, versão aprimorada do Mecanismo Especial de Devolução.

A novidade será capaz de rastrear valores desviados em golpes mesmo após múltiplas transferências, ampliando as chances de bloqueio e devolução ao verdadeiro dono. Os testes do MED 2.0 estão programados para fevereiro de 2026 e devem marcar novo padrão de segurança no sistema.

Atualmente, o MED possui limitações, pois só rastreia valores até a primeira conta de destino. Essa fragilidade abre espaço para quadrilhas que movimentam recursos de forma rápida entre várias contas, dificultando a recuperação.

Com a versão 2.0, o Banco Central oferece resposta mais robusta à criminalidade digital e aumenta a confiança dos usuários no Pix. Esse avanço é fundamental, já que o sistema substituiu em grande parte o uso de dinheiro em espécie e se tornou alvo frequente de tentativas de fraude.

A combinação entre inovação tecnológica e reforço de segurança consolida o Pix como ferramenta indispensável para a economia brasileira. O parcelamento oferece mais flexibilidade ao consumidor, mais crédito para empresas, a transação off-line garante inclusão digital e o MED 2.0 fortalece a proteção.

Dessa maneira, o Banco Central não apenas responde às demandas da sociedade, mas também projeta o Pix como modelo global de sistema de pagamento instantâneo. Com essas medidas, o país caminha para um futuro financeiro mais acessível, moderno e seguro.

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Nicole Ribeiro

Graduanda em Jornalismo na pela Universidade do Estado de Minas Gerais, formada em Letras - Português também pela UEMG. Redatora freelancer e revisora de artigos e textos acadêmicos. Apaixonada por gatos e pelo conhecimento.

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